Attribution

Módulo de clima

Anúncios por clima: campanhas que seguem a previsão

Anúncios por clima são campanhas criadas a partir da previsão do tempo de cada cidade que o negócio atende. Quando a previsão cruza o gatilho de um clima, o sistema monta a peça com o ângulo daquele clima, cria um conjunto mirando só as cidades afetadas e coloca tudo no ar já agendado para o dia certo. Quando o clima passa, o anúncio sai do ar sozinho.

É um módulo do Attribution que opera no Meta Ads. Ele não sugere que você faça isso: ele faz, todo dia, de madrugada, em contas reais.


O problema que ele resolve

Para muitos negócios o clima não é detalhe, é a demanda. Chove e o delivery lota. Esquenta e a sorveteria vira. Cai a temperatura e a loja de rua esvazia enquanto o serviço em casa dispara. Todo anunciante sabe disso.

O que ninguém consegue é agir na velocidade da previsão. Reescrever campanha toda vez que o tempo vira exige alguém olhando a previsão de cada cidade, decidindo o que muda, escrevendo texto novo, gerando arte nova, criando segmentação por cidade e lembrando de desligar tudo depois. Feito à mão, isso custa mais do que rende — então quase ninguém faz, e quem faz, faz para uma cidade só.

Há ainda um erro mais sutil: reagir ao clima que já passou. Quando o dado aparece no relatório, a chuva acabou. O anúncio certo tinha que estar no ar antes.

Como funciona

Sete climas, cada um com seu ângulo

O módulo reconhece sete condições: chuva, tempestade, calor, frio, sol firme, nublado e vento. Cada uma carrega um ângulo de anúncio próprio, que orienta tanto o texto quanto a cena da arte — o que se diz num dia de chuva não é o que se diz num dia de calor, e não é só trocar a palavra.

Os gatilhos, e por que sensação térmica

Os gatilhos padrão são chuva a partir de 60% de chance, calor a partir de 30° e frio a 15° ou menos. Cada cliente ajusta esses números por clima, porque 30° no litoral e 30° no planalto não movem a mesma demanda.

Calor e frio são medidos por sensação térmica, não pelo termômetro cru. É o que o cliente do anunciante realmente sente na rua — e é a diferença entre um dia de 28° seco e um de 28° com umidade alta.

O conjunto-espelho

Quando o clima bate, o sistema cria um conjunto que copia a configuração do conjunto original — objetivo, lance, público — mas mira somente as cidades com aquele clima. O restante da conta continua rodando normalmente. Não há troca de campanha, não há pausa do que já funciona: entra uma peça a mais, com alcance restrito ao lugar onde o clima está acontecendo.

Nasce agendado, morre sozinho

A peça já nasce com data de início e de fim. Começa no dia do clima — ou até dez dias antes, se o cliente pedir antecipação — e encerra no dia seguinte. Essa é a auto-pausa, e ela existe porque anúncio de chuva rodando em dia de sol não é neutro: gasta.

Antecipar muda o discurso, não só a data. Veiculando antes, o texto fala em expectativa — o frio que está chegando. Veiculando no dia, fala no presente.

A janela útil do negócio

Este é o detalhe que separa um módulo feito por quem entende o dado de um feito por quem entende o negócio.

Frio de madrugada não vale nada para uma loja que abre às 8h. Chuva às 4h da manhã não muda a demanda de quem vende das 9h às 18h. Um sistema que só olha "vai chover amanhã" cria anúncio para uma chuva que ninguém vai ver.

Por isso o cliente define a janela de horário em que o clima importa para ele — o padrão é das 8h às 20h — e o sistema lê a previsão hora a hora, criando anúncio apenas quando o clima acontece dentro dessa janela. A janela aceita negócio noturno: início maior que o fim atravessa a meia-noite, então das 18h às 2h é uma janela válida para delivery da madrugada. Início igual ao fim significa que o dia inteiro conta.

Quando o clima existe mas cai fora da janela, o sistema não cria nada e explica por quê: registra que naquela cidade a chuva aparece das 3h às 7h e que a janela do negócio começa às 8h. O cliente vê a decisão de não agir, não um silêncio.

Freios e limites

Travas do módulo. Existem porque criação automática sem teto vira gasto automático sem teto.
TravaO que faz
Modo revisãoToda peça nasce pausada no gerenciador e só vai ao ar depois da aprovação. É o padrão recomendado no começo.
Teto por rodadaNo máximo 20 conjuntos e 30 anúncios novos por execução. Uma frente fria sobre dezenas de cidades não vira dezenas de anúncios de uma vez — o excedente fica registrado e entra nas rodadas seguintes.
Sem repetiçãoCada combinação de clima, dia, variação e cidade só é criada uma vez. Peça recusada pelo cliente não volta idêntica na rodada seguinte.
Falta de dado não ageSe a previsão não responde, se falta dado da cidade ou se a plataforma recusa uma alteração, o sistema não age e registra o aviso. Falta de informação nunca coloca um anúncio no ar por engano.
Registro legívelCada peça criada deixa o clima previsto, as temperaturas, a chance de chuva, as cidades atingidas, o dia do clima e a janela de veiculação.

Alcance geográfico

São três modos. Mirar apenas as cidades que estão com o clima; mirar o estado inteiro, o que só dispara quando pelo menos 40% das cidades amostradas estão com aquele clima; ou combinar os dois. O estado inteiro existe para o caso da frente fria que atravessa a região, quando segmentar cidade a cidade fragmenta a entrega sem necessidade.

O que já está no ar

O módulo está em produção. A varredura roda todo dia de madrugada, em contas reais, e cria anúncios reais.

Os números são de 11/03/2026 a 21/08/2026 e são piso, não teto: o registro de uma conta é apagado quando ela sai do painel.

Quem ganha mais com isso

Os negócios de compra por impulso ligada ao conforto físico e ao deslocamento: delivery e alimentação, comércio de rua, serviços feitos em casa, climatização e vestuário sazonal. São os casos em que a demanda muda de verdade conforme o dia esquenta, esfria ou fecha o tempo — e em que estar no ar com a mensagem certa no dia certo vale mais do que estar no ar todo dia com a mesma mensagem.

Negócio cuja demanda não responde ao clima não deveria contratar o módulo, e vale dizer isso abertamente.

O que o cliente configura, e o que o sistema faz sozinho

O cliente liga o módulo, escolhe a campanha ou o conjunto que serve de base — ou monta uma campanha nova pela própria tela —, liga os climas que interessam, ajusta os gatilhos se quiser, define a janela de horário em que o clima importa e escreve as variações que a peça pode assumir. A partir daí é automático: a varredura noturna lê a previsão, decide, cria, agenda e registra.

A arte pode nascer das fotos do próprio cliente e receber a logo da marca. Existe uma trava opcional que impede criar qualquer peça sem pelo menos uma referência visual do cliente, para quem não quer imagem genérica.

O módulo de clima é um complemento contratado à parte e não entra nos pacotes de entrada. Ele opera no Meta Ads — veja também o que o sistema executa em automação de Meta Ads e em automação de Google Ads.

Clima também vira leitura, não só anúncio

O clima não entra só na criação da peça. Ele volta como fator de análise: o sistema cruza clima com público, com faixa de hora e com tipo de dia para responder se aquele encontro rende diferente do que os dois fatores separados previam. Essa parte está descrita em comparação de públicos, onde também se explica quando uma diferença é real e quando é sorte.


Perguntas frequentes

Como funciona um anúncio que muda com a previsão do tempo?

O sistema lê a previsão do tempo de cada cidade que o negócio atende. Quando a previsão cruza o gatilho de um clima, ele monta um anúncio com o ângulo daquele clima e cria um conjunto que mira apenas as cidades afetadas. O anúncio já nasce agendado para o dia certo e com data de encerramento, de modo que sai do ar sozinho quando o clima passa.

O sistema usa a previsão ou o tempo que já aconteceu?

A previsão, e essa é a diferença que importa. Reagir ao tempo que já passou chega tarde: quando o dado aparece no relatório, a chuva acabou. O módulo enxerga até dez dias à frente, então dá tempo de criar a peça, revisar se o cliente quiser e colocar no ar antes do clima chegar.

E se o frio acontecer de madrugada, quando minha loja está fechada?

Nada é criado. O cliente define a janela de horário em que o clima importa para o negócio, e o padrão é das 8h às 20h. O sistema lê a previsão hora a hora e só cria anúncio se o clima acontecer dentro dessa janela. Quando o clima existe mas cai fora dela, ele registra o motivo: em tal cidade a chuva aparece das 3h às 7h e a janela do negócio começa às 8h.

Com quanta antecedência o anúncio entra no ar?

O padrão é começar no próprio dia do clima, e o cliente pode pedir antecipação de até dez dias. Antecipar muda o discurso, não só a data: veiculando antes, o texto fala em expectativa, como o frio que está chegando; veiculando no dia, fala no presente.

O anúncio sai do ar sozinho quando o clima passa?

Sim. A peça nasce com data de encerramento no dia seguinte ao do clima, e essa é a auto-pausa. O cliente pode estender esse prazo quando quiser aproveitar a cauda do efeito, mas não precisa lembrar de desligar nada.

Consigo aprovar as peças antes de elas irem ao ar?

Sim, com o modo revisão ligado toda peça nasce pausada no gerenciador e só vai ao ar depois da aprovação. É o padrão recomendado no começo, até o cliente ganhar confiança no ângulo que a peça assume para cada clima.

Que tipo de negócio ganha mais com anúncio por clima?

Os de compra por impulso ligada ao conforto físico e ao deslocamento: delivery e alimentação, comércio de rua, serviços feitos em casa, climatização e vestuário sazonal. São negócios em que a demanda muda de verdade conforme o dia esquenta, esfria ou fecha o tempo.

Quantos anúncios o sistema pode criar de uma vez?

No máximo vinte conjuntos e trinta anúncios novos por execução. Uma frente fria que atinge quarenta cidades não vira quarenta anúncios de uma vez: o excedente fica registrado e entra nas rodadas seguintes.